Orçamentos de obra, do caderno de preços à proposta
Um orçamento de obra é uma lista de trabalhos com quantidade e preço, e quase sempre nasce numa folha copiada do orçamento anterior. O problema não é a folha: é que o ficheiro seguinte já não sabe o que o cliente aprovou, nem o que a obra veio a custar.
Aqui o orçamento parte do caderno de preços da empresa. Escolhe a rubrica, escreve a quantidade, e o total do contrato acompanha a escrita. A proposta que o cliente recebe sai do mesmo documento, com a sua marca e os seus termos.

Orçamentos, por dentro.
Secções e linhas
Agrupe por divisão ou por fase, com linhas de quantidade vezes preço unitário. A soma de cada secção e o total do contrato ficam sempre à vista.
Rubricas do seu caderno
Cada linha pode vir do caderno de preços da empresa, com a descrição do trabalho já escrita. À mão escreve-se só o que for mesmo daquela obra.
Termos guardados uma vez
Os termos e condições ficam em modelos reutilizáveis. A proposta seguinte parte do modelo, sem voltar a colar texto de um ficheiro antigo.
Preço fechado e desconto
Blocos de preço fechado e desconto no documento, para quando o cliente prefere ver um valor global em vez da lista inteira.
Versões em vez de rasuras
Um orçamento decidido não se edita. Pede-se outra versão, que fica ligada à anterior, e a mais recente aprovada é a que vale.
Autoliquidação por orçamento
Quando a obra é para outro empreiteiro, marca-se a inversão do sujeito passivo e o documento sai sem IVA, com a menção devida.
O que isto vale na obra.
O orçamento deixa de ser um ficheiro solto
O documento que o cliente aprovou é o mesmo a que os custos da obra se vão encostar. Não há segunda folha para conciliar no fim.
Responde no mesmo dia a quem pede
Quem tem as rubricas montadas orçamenta enquanto o cliente ainda está a decidir, em vez de deixar o pedido para o fim de semana.
O que orçamentou fica comparável com o que gastou
Como a proposta e os custos vivem na mesma obra, comparar o previsto com o real não obriga a trabalho extra.
Onde isto se encaixa.
Os ecrãs são a aplicação a funcionar, com dados de demonstração.
Antes: os preços que já são seus
As linhas não se escrevem de novo a cada obra. Saem do caderno de preços da empresa, com a unidade e a descrição do trabalho já feitas, e é por isso que orçamentar passa a ser escolher e medir.

Depois: o contrato que a obra passa a ter
Aprovado o orçamento, o valor deixa de ser uma proposta e passa a ser o contrato daquela obra. É contra ele que os custos vão sendo comparados enquanto o trabalho decorre.

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Orçamentos: o que perguntam
Como faço um orçamento de obra sem folha de cálculo?+
Escolhe as rubricas do caderno de preços, escreve as quantidades e organiza em secções. O total do contrato calcula-se sozinho e a proposta sai do mesmo sítio, sem passar por outro ficheiro.
Posso partir de um orçamento que já fiz?+
Pode. Duplica-se um orçamento anterior e ajustam-se as quantidades, e há modelos de orçamento para os trabalhos que se repetem. Os termos e condições vêm do modelo que escolher.
O cliente recebe um PDF ou um link?+
Recebe um link para uma página com a proposta, e a partir dela pode descarregar o PDF com a sua marca. Não precisa de conta nem de instalar nada.
O cliente chega a ver a minha margem?+
Não. A linha do orçamento tem quantidade e preço unitário, e mais nada. Custo e margem vivem na obra, do lado de dentro, e nunca entram no documento que o cliente recebe.
E se forem precisos trabalhos a mais depois de aprovado?+
Faz um orçamento adicional para a mesma obra e envia-o para aprovação. Fica registado com data e versão, e soma ao contrato da obra. Uma versão nova serve para outra coisa: rever o que já estava acordado, substituindo a anterior.
Veja isto com as suas obras dentro
Crie conta, guarde os seus preços e lance a primeira obra. O orçamento, a aprovação e os custos ficam ligados, e a margem aparece sozinha.